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sábado, 10 de outubro de 2020

Um relato emocionante de um brasileiro sobre John Lennon

 fonte: terra

Um brasileiro gente como a gente, fez o que muitos de nós gostariam...

Marco Antônio Mallagoli conseguiu conversar com seu ídolo poucas semanas antes do assassinato em Nova York.

John Lennon e Marco Antônio Mallagoli se encontraram no aniversário de 40 anos de John Lennon
John Lennon e Marco Antônio Mallagoli se encontraram no aniversário de 40 anos de John Lennon
Foto: Osni Omena / BBC News Brasil

Há exatos 40 anos, o músico e empresário Marco Antônio Mallagoli, então com 27 anos, meteu na cabeça que queria passar o aniversário de 40 anos de John Lennon, no dia 9 de outubro de 1980, ao lado do ídolo. Fácil não seria, pensou. Mas, não custava tentar.

Alguns amigos tentaram dissuadi-lo da ideia: "Cara, ele odeia fã. Vai cuspir na sua cara!", argumentaram os mais exaltados.

Mallagoli deu de ombros. Fã dos Beatles desde 1963, quando ouviu, pela primeira vez, uma canção do quarteto inglês, tomou as devidas precauções: a primeira delas foi arranjar um canto para ficar em Nova York.

Não poderia ter encontrado um lugar melhor: Osni Omena, o primo de um amigo que curtia os Fab Four, morava na rua 71, a um quarteirão do Dakota, o prédio em que Lennon e a mulher Yoko Ono, moravam, e lhe abriu as portas do apê.

O passo seguinte foi providenciar um presente para o aniversariante: um exemplar de Os reis do iê-iê-iê (1965), a versão brazuca da trilha-sonora do filme A hard day's night (1964), com dedicatória e tudo.

Mallagoli chegou a Nova York por volta do dia 5 de outubro. Todos os dias, ele passava uma média de oito horas, das quatro da tarde à meia-noite, na frente do Dakota.

Na esquina da rua 72 com a Central Park West, em Manhattan, o Dakota entrou para a história como o edifício residencial mais famoso do mundo.

Com pé direito alto, paredes revestidas em mogno e chão de mármore, o lugar abrigou astros e estrelas, como a atriz Judy Garland (1922-1969), o bailarino Rudolf Nureyev (1938-1993) e o casal John Lennon e Yoko Ono, que se mudou para lá em 1973.

"Nos anos 1980, o Dakota tornou-se um dos points turísticos mais badalados de Nova York. A qualquer hora do dia ou da noite, havia curiosos na porta do edifício, querendo ver seus moradores ilustres", relata Omena, que mora em Nova York desde o verão de 1980 e trabalha como designer 3D.

Em pouco tempo, Mallagoli tornou-se "amigo de infância" de um dos porteiros do Dakota, o cubano José Perdomo, de 45 anos. Para selar a amizade, deu de presente a ele "um maço de cigarros e uma garrafa de cachaça". Em retribuição, pediu a gentileza de entregar ao morador mais ilustre do prédio o LP que trouxera do Brasil.

No grande dia, o do aniversário de John Lennon, Mallagoli não era o único a querer dar os parabéns ao ídolo. Uma pequena multidão se formou na frente do Dakota.

A certa altura, o pequeno Sean, que faz aniversário no mesmo dia em que o pai, berrou da janela do sétimo andar: "Há uma surpresinha pra vocês na portaria!".

O ex-beatle havia providenciado fatias de bolo, embrulhadas em papel alumínio, e balões coloridos autografados para os fãs.

Em vez de pegar seu pedaço, Mallagoli puxou conversa com o sujeito que trouxera os presentes. Quando descobriu que se tratava de Frederic Seaman, secretário particular do artista, perguntou se o aniversariante tinha gostado do presente que lhe dera na véspera. "Ah, então, foi você?", espantou-se. "John já ouviu umas três vezes. Há muito tempo ele não ouvia um disco dos Beatles...", disse.

Nessa hora, Mallagoli encheu-se de coragem para perguntar se não daria para ele subir um pouquinho e, quem sabe, conhecer o ídolo de perto. "Não, não daria", respondeu Seaman.

"Gente como a gente"

No dia seguinte, Mallagoli estava lá, de novo. Deu de cara com uma limusine, estacionada na porta, com o motor ligado. "Ele deve sair a qualquer momento", pensou. Não deu outra. Dali a pouco, a moça com quem Mallagoli conversava emudeceu e arregalou os olhos.

Era a senha. Atrás dele, John Winston Ono Lennon, com seu indefectível óculos de aro redondo.

Sem perder tempo, Mallagoli se apresentou como o presidente do fã-clube Revolution, do Brasil. John retribuiu o cumprimento, agradeceu pelo presente e os dois começaram a conversar.

Mallagoli tirou foto com Lennon em frente ao Dakota, em Nova York
Mallagoli tirou foto com Lennon em frente ao Dakota, em Nova York
Foto: Osni Omena / BBC News Brasil

"Por que você nunca foi ao Brasil?", Mallagoli puxou conversa. "Por que nunca me convidaram", respondeu John. "Então, a partir de agora, considere-se convidado", sorriu. Em seguida, Mallagoli quis saber se Lennon estava trabalhando em algum novo disco. "Sim, ele vai se chamar Double Fantasy", respondeu, referindo ao seu quinto álbum de estúdio, lançado em novembro de 1980. Pouco depois, contou alguns de seus planos para o futuro: lançar outro álbum, Milk and Honey, no comecinho de 1981 e, em seguida, sair em turnê pelo Japão, Europa, EUA... "E Brasil", interrompeu Mallagoli. "Pois é, e Brasil", concordou o cantor.

Neste momento, John contou algo que fez o coração de Mallagoli disparar: "Depois que eu terminar a turnê, vou ligar para Paul, Ringo e George e ver o que nós vamos fazer da vida!".

"A ideia dele era reunir os Beatles para gravar mais alguns discos", recorda Mallagoli. "Cada um deles continuaria com sua carreira solo, mas, de tempos em tempos, os quatro se reuniriam para tocar juntos".

Dessa vez, é Lennon quem faz uma pergunta: "De qual música da banda você mais gosta?". "De todas", desconversou o fã. "Escolhe uma!", insistiu o ídolo. Na hora, Mallagoli pensou na primeira que ouviu, em 1963, quando tinha 11 anos: She loves you. "Por quê?", ficou curioso. "Por nada...", despistou Lennon, com um sorriso maroto, e acrescentou: "Quando você volta para o Brasil?". "Ainda hoje", lamentou, consultando o relógio. E se despediram.

"Foram os 15 minutos mais mágicos da minha vida", garante Mallagoli, hoje aos 67 anos. "Uma emoção difícil de explicar".

A caminho da limusine, John parou, voltou-se para Mallagoli e deu a impressão de que queria dizer algo. No entanto, mudou de ideia e entrou no carro. Algum tempo depois, Mallagoli perguntou a Seaman se, por acaso, ele sabia o que John queria lhe dizer. "Bem, ele pensou em convidá-lo para assistir às gravações do disco no estúdio. Mas, como você estava de viagem marcada, não quis atrapalhar", explicou o assessor.

"Puxa, meu, se soubesse disso, nem voltaria mais para o Brasil!", cai na risada.

As fotos que registraram o encontro entre Lennon e Mallagoli foram tiradas por Osni. "Sim, também sou fã dos Beatles. Mas, não tanto quanto o Mallagoli", diverte-se o amigo. "Minha primeira reação foi pegar a câmera da mão do Mallagoli para registrar o momento. John Lennon foi muito atencioso e receptivo. Gente como a gente", descreve.

Futebol na rua

Ao contrário do que dissera a John, Mallagoli ficou mais um dia em Nova York. Antes de regressar ao Brasil, no dia 11, deu uma última passada no Dakota, para despedir-se de José Perdomo. Entre outras histórias, o porteiro cubano contou que, na Páscoa daquele ano, Paul, Linda e os filhos passaram alguns dias em companhia de John, Yoko e Sean.

Poucas semanas depois do encontro Lennon foi assassinado
Poucas semanas depois do encontro Lennon foi assassinado
Foto: Osni Omena / BBC News Brasil

"Certa noite, John e Paul desceram com algumas crianças do prédio, fecharam a 72 e jogaram bola ali mesmo. Não havia ninguém na rua", contou Perdomo. Não parou por aí. Segundo Lennon teria lhe dito, o ex-Beatle planejava, em breve, pular o Carnaval no Brasil. "De máscara, para não ser reconhecido", salientou o cubano.

De volta ao Brasil, Mallagoli recebeu, depois de alguns dias, um telefonema de Fred Seaman. O secretário de Lennon confirmou a intenção do cantor de excursionar pelo Brasil. "A ideia era fazer show em todos os Estados, pegar o dinheiro da bilheteria, pagar o cachê da banda e doar o resto da grana para alguma instituição de caridade local", recorda.

Mais alguns dias se passaram até Mallagoli receber uma encomenda pelos Correios: o disco de ouro de She loves you, acompanhado de um bilhete escrito por Simmons. "Lennon me disse que esse disco vai estar melhor em suas mãos do que nas dele". Mallagoli ligou para agradecer. "Lennon gostou muito de você", confidenciou o secretário. "Era como se fossem dois velhos amigos que, há anos, não se viam...".

Tiros em Manhattan

Osni Omena tinha acabado de voltar do trabalho quando, na noite de 8 de dezembro de 1980, escutou barulho de fogos de artifício na rua. "Ué, o que será que estão comemorando?", pensou. "Será que são porto-riquenhos comemorando algum feriado nacional?", especulou.

Dakota segue sendo um dos mais famosos residenciais de famosos em Nova York
Dakota segue sendo um dos mais famosos residenciais de famosos em Nova York
Foto: BBC News Brasil

Alguns minutos depois, Osni ouvia sua estação de rock favorita quando o locutor interrompeu a programação para dar uma notícia que ninguém queria ouvir: o ex-beatle John Lennon acabara de sofrer um atentado na porta do Dakota. Osni não acreditou: não eram fogos, pensou, eram tiros. Atordoado, fez questão de conferir de perto o que estava acontecendo.

"Havia muita gente chorando. Quando soubemos da morte dele, foi um choque muito grande. Uma verdadeira tragédia", recorda, emocionado.

Anos depois, Omena reencontrou Perdomo, que contou detalhes daquela noite. Fora ele, dissera, quem tirou o 38 das mãos de Mark David Chapman, o assassino de John Lennon. "Você sabe o que você fez?", perguntou o porteiro. "Sim, eu matei John Lennon", respondeu o sujeito que não tentou fugir da cena do crime, nem ofereceu resistência aos policiais que lhe deram voz de prisão.

Mallagoli soube da morte de Lennon na terça, dia 9. Passava da uma da tarde quando ele chegou para abrir sua loja, na Faria Lima, em São Paulo, e estranhou a multidão. "Marcão, como você está?", perguntou um amigo. "Tudo bem, um pouco cansado, por quê?", respondeu, pegando as chaves no bolso. "Tá bem mesmo, tem certeza?", insistiu outro. "Por quê? O que houve?", parou, desconfiado.

Brasileiro conta que Lennon teria sugerido que queria tocar com os Beatles de novo
Brasileiro conta que Lennon teria sugerido que queria tocar com os Beatles de novo
Foto: PA Media / BBC News Brasil

Foi quando o sujeito lhe mostrou a manchete do Jornal da Tarde: "Tiros. Lennon Cai. Um Beatle Vai Morrer". Mallagoni custou a acreditar. "Impossível", repetia para si mesmo. Só se convenceu da tragédia quando ligou para Nova York e, depois de muito tempo, conseguiu falar com Osni. "É verdade, sim. Mataram o Lennon!", confirmou o amigo do outro lado da linha. Naquele dia, a lojinha Revolution não abriu. Mallagoli voltou para casa, arrumou suas coisas e pegou o primeiro avião para Nova York. Ainda deu tempo de ouvir a mãe reclamar: "Quero ver se, no dia do meu enterro, você vai chorar assim...".

Mallagoli chegou a Nova York na manhã do dia 10. Do JFK, seguiu direto para o Dakota.

Os fãs reunidos na frente do edifício não falavam de outra coisa: Mark Chapman, o autor dos disparos, não passava de um bode expiatório.

Segundo os conspiracionistas, a CIA, a agência de inteligência americana, e o FBI, a polícia federal, estariam por trás do assassinato de Lennon, considerado uma influência política perigosa.

A teoria virou livro, Who Killed John Lennon ("Quem matou John Lennon", inédito no Brasil), escrito pelo jornalista britânico Fenton Bresler, mas nunca foi comprovada.

Naquele mesmo dia, o corpo foi cremado no Cemitério de Ferncliff, em Hartsdale, em Nova York.

No Central Park, a viúva Yoko pediu à multidão que fizesse dez minutos de silêncio. "Quando tocaram Imagine, não resisti. Foi aí que desabei no choro. Nunca chorei tanto na vida", relata.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Músicas com forte apelo emocional


Certas canções podem nos despertar sentimentos escondidos pois quando paramos para prestar atenção em suas mensagens elas podem nos dar verdadeiros motivos para continuar firmes em nossas empreitadas nessa vida. Algumas por tratarem de temas delicados, outras por serem diretas, outras por nos fazerem acreditar num mundo melhor, mas de qualquer jeito são melodias únicas e admiráveis.

tente não chorar um rio de lágrimas com essas histórias incríveis


Sabendo seu fatídico estado de saúde o rei do reggae Bob Marley nos brindou com uma canção final tão linda e profunda que nos enche de saudades e alegria por estarmos vivos.
1- Redemption Song


O manda chuva dos Beatles, o cara que lutou pela paz e o direito humanos sonhou com um mundo onde não existiria guerra e seu pensamento se tornou o hino da paz. 

2 - Imagine


Durante o conflito entre os Estados Unidos e a Inglaterra em Fort McHenry, Francis Scott Key avistou uma bandeira americana ainda tremulando em meio à destruição das tropas americanas e sentiu-se inspirado a escrever um poema. Assim nasceria, no seu retorno à Baltimore, o hino dos Estados Unidos.

3 - Star Spangled Banner


Chico Buarque e tantos outros brasileiros foram perseguidos e muitos morreram durante a época da Ditadura Militar Brasileira e nesse contexto Chico brilhantemente entregou um letra com duplo sentido que refletia bem o que o povo brasileiro estava passando.

4 - cálice


Os filhos de Francisco tiveram que sair de casa para poder correr atrás de um futuro melhor para seus familiares que viviam em extrema pobreza e assim trilharam seus caminhos pelas estradas da vida até conseguirem finalmente voltarem para casa com a missão cumprida.

5 -No dia em que eu sai de casa




Essa canção foi criada em uma época muito turbulenta tanto na história dos Estados Unidos, como também, em certa medida, no mundo. Durante os ensaios para o especial de TV daquele ano, Elvis e o diretor Steve Binder conversavam sobre o assassinato de Martin Luther King e neste interim, Binder sentiu que Elvis falava com honestidade sobre a situação que o mundo atravessava, com isso, depois de encerrada a conversa, Binder ligou para Brown, que na época era o compositor da NBC e pediu que ele criasse uma canção com esse tema. 

6 - If I can dream



Não é todo mundo que passa pela dor de perder um filho e quem sou eu para dizer alguma coisa sobre isso, mas ouvindo essa canção sentimos algo tocante e realmente profundo e não é para menos Eric Clapton a escreveu para seu recém falecido filho
7 - Tears in Heaven



Epitafio é aquela canção que quando toca nos faz pensar sobre a vida e o que estamos fazendo e fizemos com nossa liberdade.
8 - Epitafio


Epístolas paulinas é como são conhecidas o conjunto de cartas do apóstolo Paulo reunidas no Novo Testamento.
Paulo escreveu as epístolas para as comunidades que visitara, pregando e ensinando as máximas cristãs. E Renato Russo usou de uma dessas epístolas para cantar sobre o amor.
9 -  Monte Castelo


A canção relembra o "dia em que a música morreu" — o acidente aéreo ocorrido em 3 de fevereiro de 1959 que tirou as vidas de Buddy Holly, Ritchie Valens, The Big Bopper e do piloto Roger Peterson.

10 - American Pie

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Letra de uma das grandes canções de Lennon


Working Class Hero

As soon as you're born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

They hurt you at home and they hit you at school
They hate you if you're clever and they despise a fool
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

When they've tortured and scared you for twenty odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function, you're so full of fear
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

Keep you doped with religion and sex and TV
And you think you're so clever and classless and free
But you're still fucking peasants as far as I can see
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

There's room at the top they are telling you still
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to be like the folks on the hill
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

If you want to be a hero, well just follow me
If you want to be a hero, well just follow me


Herói da Classe Trabalhadora

Logo que você nasce, fazem você se sentir pequeno
Não lhe dando coisa alguma, nem sequer tempo
Até que a dor é tão grande que você não sente mais nada
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Magoam você em casa e te batem na escola
Eles te odeiam se você é esperto, desprezam se é um idiota.
Até que você esteja tão louco que não consiga seguir as regras deles
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Após te torturarem e assustarem por vinte estranhos anos,
Então esperam que você escolha uma carreira,
Quando você não consegue mais funcionar, está tão cheio de medo.
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Mantendo você dopado com religião, sexo e TV
Você pensa que você é tão esperto, sem classe e livre
Mas você continua sendo apenas um plebeu fodido até onde consigo ver.
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Há um lugar ao sol, eles continuam a te dizer
Mas primeiro você precisa aprender como sorrir enquanto mata.
Se você quer ser como o povo do topo do monte
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser
Um herói da classe trabalhadora é algo para ser

Se quiser ser um herói, bem, apenas me siga
Se quiser ser um herói, bem, apenas me siga.